Nem sei se responda a meu irmão Helleno. Depois que foi morar em Brasília, o camarada esqueceu totalmente as origens. Dizer que andávamos de jumento? Não imagino de onde ele tirou isso. Mas, bem... Deixa Helleno ficar lá com o monte de mulher que ele arruma. E cá fico eu sozinha, mas na companhia de meus amigos de manutenção, meus free-lancers.
Aliás, eu tenho apostado mesmo nos frilas, pois homem de carteira assinada já me deu tanto trabalho... O pior é que termino me apaixonando antes mesmo de completar os três meses do contrato de experiência e já os efetivo no cargo. Aí, o que acontece? Viram celetistas e ficam cheios de direito. Dê dinheiro mas não dê liberdade!
Os frila são mais competentes na atividade-fim, pois precisam mostrar serviço a várias clientes para garantir seu sustento. Entretanto, eles não têm mesmo o menor compromisso. Querem terminar tudo e partir. Já os de carteira assinada batem ponto direitinho, têm horários e comprometimento com a empresa aqui. Pois eu sou mesmo uma pequena empresa e um grande negócio...
O problema é quando os de carteira assinada ficam desmotivados, descansados. Haja criatividade para fazer dinâmicas diferenciadas... E, no final das contas, eu mesma não agüento pagar por férias, décimo-terceiro e as licenças todas. Aí, termino demitindo com justa causa ou sem justa causa e ficando sozinha. E se inicia um novo ciclo com os frilas.
segunda-feira, setembro 29, 2008
domingo, setembro 21, 2008
CARTA DE HELLENO (TEM IRMÃO FULEIRO QUEM PODE)
Amigos, recebi um e-mail do meu irmão Helleno, que mora em Brasília, e queria compartilhar. O mais estranho no texto do moço é que - agora candango - ele fala nordestês igualzinho à novela das oito! Já tô preparando a resposta. SAUDADE DE VOCÊ, MEU LINDO!
Olhe, Hellen, minha irmã, num sei não...mas desde que Percival te largou, tu num faz mais nada a num ser reclamá, num sabe? Te digo que se tu tivesse aqui na capital tu ia se fartar. Igualzin eu. Olhe, tô com três namoradinha arretada que não dão arrego. A manjuba tá começando a ficar na ardência com a quantidade de furunfada, tu acredita?
Pois então, olhe, eu tenho uma receita pra ti. Ò minha irmã, tu é nova – tá, vá lá, nem tão nova – então asseguro que o que lhe falta é rojão de verdade! Pica, rola, vara, madeira, cacete, trolha, jamba! Lhe asseguro que é o teu problema. Tu nunca conseguiu ficar sem. Ou acha que num me alembro bem do Tiãozinho do boteco, do Zeca do Cabobró e do Lázaro da jumentinha lhe chamando lá em casa? Tu já era mais véia que eu, devia de ter uns quinze, e eu era um tiquin de gente, mas num esqueço dos teus gimido de trás da igrejinha véia.
Então, faça como eu: arranje três pra tu. Só que no teu caso, deve de ser uns macho bem dos bruto. Assim, se um deles num der conta do teu fogo (que eu sei que é grande), ele te embolacha e tu fica calada. Ou então outro caboclo dá conta do teu recado.
Ah, mais um detalhe, mana: se tu arranjar alguém que sare teu problema, resolva só a questão do enxoxotamento, porque pelo que li das tuas carta, teu fiofó não agüenta mais nada! Sobre isso, tu tem que vir pra capital dá um fim no teu problema. Pode ficar no meu cafofo se assim lhe apetecer. Aqui tem uns bom dotô pra cuidar disso. Eles se chamam de proc...proclo...proctologista! É esse aí, que cuida dos fiofó de tudo que é gente. Eu sempre achei que era o oculista, mas isso foi antes de vir pra capital.
E por falar nisso, mana, tu num sabe da cunversa que ouvi falá dia desse, que aqui as muié mais necessitada vão no ginecologista (tá vendo, como tô uma cabra estudado? Essezinho aí é outro dotô, um que cuida das xoxota). Ouvi dizer, de quê o dotô era ótimo, que dava consulta grátis pras coroa igual tu assim, num sabe? Só que aí, nesse interiorzão véio, nunca que vai de ter um homem estudado em peteca igual esse, pra modi resolver teu problema. Por isso, Hellen, escute me conselho final, se tu num achar uns cabra polpeiro, que pegam ar mesmo com a coisa e que lhe dê uma boa duma jambada pra tu pará de enfezá com tudo, vá lá na beira da rodovia, mana. O que num vai faltá é caminhoneiro pra, como eles dizem aqui, te dá um créu. Hahahahaha.
Abraços, do teu mano caçula, Helleno Quirino.
Olhe, Hellen, minha irmã, num sei não...mas desde que Percival te largou, tu num faz mais nada a num ser reclamá, num sabe? Te digo que se tu tivesse aqui na capital tu ia se fartar. Igualzin eu. Olhe, tô com três namoradinha arretada que não dão arrego. A manjuba tá começando a ficar na ardência com a quantidade de furunfada, tu acredita?
Pois então, olhe, eu tenho uma receita pra ti. Ò minha irmã, tu é nova – tá, vá lá, nem tão nova – então asseguro que o que lhe falta é rojão de verdade! Pica, rola, vara, madeira, cacete, trolha, jamba! Lhe asseguro que é o teu problema. Tu nunca conseguiu ficar sem. Ou acha que num me alembro bem do Tiãozinho do boteco, do Zeca do Cabobró e do Lázaro da jumentinha lhe chamando lá em casa? Tu já era mais véia que eu, devia de ter uns quinze, e eu era um tiquin de gente, mas num esqueço dos teus gimido de trás da igrejinha véia.
Então, faça como eu: arranje três pra tu. Só que no teu caso, deve de ser uns macho bem dos bruto. Assim, se um deles num der conta do teu fogo (que eu sei que é grande), ele te embolacha e tu fica calada. Ou então outro caboclo dá conta do teu recado.
Ah, mais um detalhe, mana: se tu arranjar alguém que sare teu problema, resolva só a questão do enxoxotamento, porque pelo que li das tuas carta, teu fiofó não agüenta mais nada! Sobre isso, tu tem que vir pra capital dá um fim no teu problema. Pode ficar no meu cafofo se assim lhe apetecer. Aqui tem uns bom dotô pra cuidar disso. Eles se chamam de proc...proclo...proctologista! É esse aí, que cuida dos fiofó de tudo que é gente. Eu sempre achei que era o oculista, mas isso foi antes de vir pra capital.
E por falar nisso, mana, tu num sabe da cunversa que ouvi falá dia desse, que aqui as muié mais necessitada vão no ginecologista (tá vendo, como tô uma cabra estudado? Essezinho aí é outro dotô, um que cuida das xoxota). Ouvi dizer, de quê o dotô era ótimo, que dava consulta grátis pras coroa igual tu assim, num sabe? Só que aí, nesse interiorzão véio, nunca que vai de ter um homem estudado em peteca igual esse, pra modi resolver teu problema. Por isso, Hellen, escute me conselho final, se tu num achar uns cabra polpeiro, que pegam ar mesmo com a coisa e que lhe dê uma boa duma jambada pra tu pará de enfezá com tudo, vá lá na beira da rodovia, mana. O que num vai faltá é caminhoneiro pra, como eles dizem aqui, te dá um créu. Hahahahaha.
Abraços, do teu mano caçula, Helleno Quirino.
sábado, setembro 13, 2008
POST DIFERENTE: NÃO SER E NÃO PARECER...
Meu furúnculo já era e a dor no cóccix está bem melhor... Meu problema agora são as reflexões da vida. Outro dia, uma prima me ligou para fazer um convite de aniversário e disse que eu tinha juízo curto. Aceitei a brincadeira, rindo, mas fiquei pensando... Analisei-me (oudeio isso!!!) e vi o tanto que eu trabalho, o tanto de prazer que esse trabalho me dá, os relacionamentos de amizade que mantenho há anos, as responsabilidades que assumi com minha família... O que leva um ser a dizer que eu tenho juízo curto? E fui relembrar alguns fatos em minha vida, meus ideais, minhas idéias...
Será que fui ou sou julgada por ter namorado um homem 22 anos mais novo? Será que é porque não quis manter um casamento fachada após ter sido traída por diversas vezes? Ou talvez que é porque gosto de escrever crônicas que abordem o nosso dia-a-dia e aí se incluem os temas sexuais? Acho que todos (homens, mulheres e variações)temos o direito de buscar nossos prazeres, obviamente desde que esses desejos não desrespeitem o outro. Até mesmo essas palavras tolas (prazer, desejo, sexo) podem chocar um pouco porque estão ligadas no nosso inconscientes a algo reprimido.
Que mania é essa que as pessoas têm de julgar, principalmente julgar negativamente o outro? Fiquei lembrando os seguintes ensinamentos que apreendi nesses 42 anos de idade, frases populares, de pessoas especiais e de escritores renomados que mantenho como os mandamentos da minha vida. Quem me conhece bem (e sabe que meu juízo não é curto) já deve ter me ouvido repetir os lemas:
1 - Não julgue! As pesoas têm motivos para agir como agem (ana);
2 - O que a gente leva da vida é a vida que a gente leva (inês);
3 - Não faça fofoca! Melhor calar besteira do que falar bobagem (nestor);
4 - Cumprimente todos quando estiver subindo, pois você precisará ser cumprimentado quando estiver descendo (vilma);
5 - Siga sempre em frente, mas não tenha medo de voltar... Não esqueça o caminho de volta ou poderá se perder (ana);
6 - Complicado voltar atrás? Até a centopéia, cheia de pernas, consegue... (joão)
7 - Nunca diga "desta água não beberei". Você não sabe o tamanho de sua sede... (ana)
8 - Quem disso cuida disso usa (edjani);
9 - O preguiçoso trabalha por dois (vilma);
10 - Viva um dia de cada vez e procure ser feliz neste minuto de agora sempre (ana);
11 - Vontade é uma coisa que dá e passa (eduardo)
12 - Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor (fernando).
Hoje estou triste. Foi o meu primeiro post "pensativo" desde o início deste blog, há uns três anos..
Será que fui ou sou julgada por ter namorado um homem 22 anos mais novo? Será que é porque não quis manter um casamento fachada após ter sido traída por diversas vezes? Ou talvez que é porque gosto de escrever crônicas que abordem o nosso dia-a-dia e aí se incluem os temas sexuais? Acho que todos (homens, mulheres e variações)temos o direito de buscar nossos prazeres, obviamente desde que esses desejos não desrespeitem o outro. Até mesmo essas palavras tolas (prazer, desejo, sexo) podem chocar um pouco porque estão ligadas no nosso inconscientes a algo reprimido.
Que mania é essa que as pessoas têm de julgar, principalmente julgar negativamente o outro? Fiquei lembrando os seguintes ensinamentos que apreendi nesses 42 anos de idade, frases populares, de pessoas especiais e de escritores renomados que mantenho como os mandamentos da minha vida. Quem me conhece bem (e sabe que meu juízo não é curto) já deve ter me ouvido repetir os lemas:
1 - Não julgue! As pesoas têm motivos para agir como agem (ana);
2 - O que a gente leva da vida é a vida que a gente leva (inês);
3 - Não faça fofoca! Melhor calar besteira do que falar bobagem (nestor);
4 - Cumprimente todos quando estiver subindo, pois você precisará ser cumprimentado quando estiver descendo (vilma);
5 - Siga sempre em frente, mas não tenha medo de voltar... Não esqueça o caminho de volta ou poderá se perder (ana);
6 - Complicado voltar atrás? Até a centopéia, cheia de pernas, consegue... (joão)
7 - Nunca diga "desta água não beberei". Você não sabe o tamanho de sua sede... (ana)
8 - Quem disso cuida disso usa (edjani);
9 - O preguiçoso trabalha por dois (vilma);
10 - Viva um dia de cada vez e procure ser feliz neste minuto de agora sempre (ana);
11 - Vontade é uma coisa que dá e passa (eduardo)
12 - Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor (fernando).
Hoje estou triste. Foi o meu primeiro post "pensativo" desde o início deste blog, há uns três anos..
quinta-feira, setembro 11, 2008
Ai minha bunda
Olhe, não pode haver nada pior na bunda do que furúnculo ou como chamam lá em casa: cabeça de prego. Não tenho posição para sentar. A dor no cóccix ainda lateja e todo mundo aqui no hospital diz que estou com hemorróidas. Mas o tal furúnculo ninguém merece. Haja Furacin... Já já eu vou pedir para o enfermeiro sarjar. E já sei que todo mundo vai espalhar que viu minha bunda! Eu vou é pra Caruaru fazer isso no Regional do Agreste. Bem escondidinha.
quarta-feira, setembro 10, 2008
FURÚNCULO E MACUMBA
Oxen, acho que jogaram macumba em mim. Não que eu acredite nisso, mas parece que estou no inferno astral... Para minha inflamação no cóccix o médico prescreveu uns antiinflamatórios. Fiz o tal raio-x de furico (não, é de cóccix, pra ficar mais educado) e deu uma lesão boba que meu colega acha que vai melhorar em alguns dias. Acho até que já estou melhor. Mas fui agora no banheiro e o que encontro próximo à terra de ninguém? Um furúnculo! Agora deu, né? São problemas demais próximo ao monossílabo. Só falta amanhecer com hemorróida... Saravá!!!
terça-feira, setembro 09, 2008
EU E MINHA MUCUMBUÍTE
Por que certas coisas acontecem comigo? Por que? Por que? Por que? A novidade agora é uma dor que não para de doer muito há mais de um mês: mucumbuíte. É como estou chamando a dor no meu osso do mucumbu, no osso-do-pai-joão, no uropigio ou cóccix, para quem preferir. O mucumbu é o finalzinho da coluna (o início é o toitiço)e, até então, eu nunca tinha me dado conta dele.
Até que um dia, andando de bicicleta, sentei de mau jeito e o bicho começou a latejar. Lateja ate hoje e estou aqui na dúvida se vá ou não tratar. Já faz um mês que sento meio de banda, evitando magoar o danado. Liguei para Percival (aquele, que me prescreveu o biofeedback, a fisioterapia anal) e ele não parou de rir. Quase desligava o telefone na cara dele, mas tava precisando, né?
- Hellen, problema anal de novo? Preciso examinar!!!!
Eu, sem saber se mandasse o cara se lascar, apenas fiquei ouvindo as gracinhas e com o bicho doendo.
- Vai, Percival, isso é grave? Pode ser um tumor?
E ele:
- Menina, vai no consultorio do Dr. João Hermógenes. Ele vai te examinar e prescrever tratamento.
E eu: Examinar como assim? Ele vai olhar o que?
- Bem, ele vai apalpar seu cóccix, ver o nível da dor e pedir uma radiografia.
E eu: radiografia de cóccix?
e ele:
- É radiografia de cu mesmo. Aproveita e vê se ainda há pregas...
Desliguei o telefone pê da vida e ele retornou:
- Menina, pega ar não, vai... É só brincadeirinha... Mas é sério: tem que cuidar porque senão não passa nunca. Ele pode lhe prescrever uma massagem coccígear e talvez você precise fazer um alongamento no músculo levantador do ânus...
E eu: tá brincando ou falando sério?
- Hellen, a dor se chama coccigodínea e é cinco vezes mais freqüente nas mulheres que nos homens. Ela atinge essa sua faixa etária mesmo, quarentona... Procure Doutor João e ele vai olhar seu mucumbu bem direitinho... Diga que fui eu que encaminhei e você vai ficar boa logo...
E cá estou eu imaginando a posição que vou ficar para fazer o exame do raio x no rabo...
Até que um dia, andando de bicicleta, sentei de mau jeito e o bicho começou a latejar. Lateja ate hoje e estou aqui na dúvida se vá ou não tratar. Já faz um mês que sento meio de banda, evitando magoar o danado. Liguei para Percival (aquele, que me prescreveu o biofeedback, a fisioterapia anal) e ele não parou de rir. Quase desligava o telefone na cara dele, mas tava precisando, né?
- Hellen, problema anal de novo? Preciso examinar!!!!
Eu, sem saber se mandasse o cara se lascar, apenas fiquei ouvindo as gracinhas e com o bicho doendo.
- Vai, Percival, isso é grave? Pode ser um tumor?
E ele:
- Menina, vai no consultorio do Dr. João Hermógenes. Ele vai te examinar e prescrever tratamento.
E eu: Examinar como assim? Ele vai olhar o que?
- Bem, ele vai apalpar seu cóccix, ver o nível da dor e pedir uma radiografia.
E eu: radiografia de cóccix?
e ele:
- É radiografia de cu mesmo. Aproveita e vê se ainda há pregas...
Desliguei o telefone pê da vida e ele retornou:
- Menina, pega ar não, vai... É só brincadeirinha... Mas é sério: tem que cuidar porque senão não passa nunca. Ele pode lhe prescrever uma massagem coccígear e talvez você precise fazer um alongamento no músculo levantador do ânus...
E eu: tá brincando ou falando sério?
- Hellen, a dor se chama coccigodínea e é cinco vezes mais freqüente nas mulheres que nos homens. Ela atinge essa sua faixa etária mesmo, quarentona... Procure Doutor João e ele vai olhar seu mucumbu bem direitinho... Diga que fui eu que encaminhei e você vai ficar boa logo...
E cá estou eu imaginando a posição que vou ficar para fazer o exame do raio x no rabo...
domingo, julho 13, 2008
LINGUAGEM DE EMPREGADA
Secretária nova na casa da minha mãe e, para variar, a matriarca Quirino reclama que ela não arruma nada. Se arruma eu não sei, mas a pobre é uma toupeira, acho que não sabe ler nem escrever, mas passa o dia cantando os hinos da ingreja, como ela diz. Ela fala um idioma diferente do nosso Português, pode ter certeza. Minha mãe pergunta o que está faltando de supermercado e ela diz: lidileite, qudicarne, omo (pra sabão em pó), óvo (agudo mesmo e no singular), cola superbonzo (valei-me)...
Outro dia, ela tava preocupada porque o filho estava com “germe de cachorro”. Ela também tem um jeito particular de perguntar sobre o tempo: “que as horas são?” Por que o povo sempre tenta o mais difícil? “Acelora,” “galfo”, “celveja”, “chicrete proc pa creide”.
Eu disse à minha mãe: Olhai, só assim a gente aprende um idioma que não seja o caruaruês por aqui.
Outro dia, ela tava preocupada porque o filho estava com “germe de cachorro”. Ela também tem um jeito particular de perguntar sobre o tempo: “que as horas são?” Por que o povo sempre tenta o mais difícil? “Acelora,” “galfo”, “celveja”, “chicrete proc pa creide”.
Eu disse à minha mãe: Olhai, só assim a gente aprende um idioma que não seja o caruaruês por aqui.
Usando tudo no motel
Eu sempre tive curiosidade em saber se os freqüentadores de motel usam mesmo tudo aquilo que eles oferecem. Não estou falando daquele negócio que fica na cabeceira da cama, com a frente coberta e onde se vê escrito: “só vire se estiver interessado”. Tampouco da banheira de hidromassagem que todo mundo gosta apesar de dizer que morre de nojo. Eu falo é de cadeira erótica, gel não sei pra quê, calcinha comestível, vibradores multifuncionais e por aí vai.
Peraí, não tô sendo careta não. É que, para mim, o sexo é tão bom que acho que nem sempre dá tempo de usar essa parafernália de praqueissos. Mas, enfim, ontem resolvi experimentar tudo. Saí com Alexandre Magno (outra figurinha repetida) e adorei a night! Gostei do vibrador-pênis, mas acho que a função pênis dele é totalmente dispensável, o que conta é a vibração, especialmente ao lado de Magnânimo... Fiquei espantada com o contorcionismo que eu teria que fazer no cavalinho, mas fiz e foi bom.... E ainda tinha uma espécie de moto que deu um barato total em nós quando caímos no chão.
Pois foi, motel com queda e tudo. Também usamos o resto do kit: chantilly, leite condensado e calcinha comestível. Aliás, nem precisamos sair pra jantar, depois de tantas coisas que comemos. Ui!
Peraí, não tô sendo careta não. É que, para mim, o sexo é tão bom que acho que nem sempre dá tempo de usar essa parafernália de praqueissos. Mas, enfim, ontem resolvi experimentar tudo. Saí com Alexandre Magno (outra figurinha repetida) e adorei a night! Gostei do vibrador-pênis, mas acho que a função pênis dele é totalmente dispensável, o que conta é a vibração, especialmente ao lado de Magnânimo... Fiquei espantada com o contorcionismo que eu teria que fazer no cavalinho, mas fiz e foi bom.... E ainda tinha uma espécie de moto que deu um barato total em nós quando caímos no chão.
Pois foi, motel com queda e tudo. Também usamos o resto do kit: chantilly, leite condensado e calcinha comestível. Aliás, nem precisamos sair pra jantar, depois de tantas coisas que comemos. Ui!
MINHA FAMÍLIA
A pior parte de ter feito Medicina é ter que ser consultora da família inteira, que pentelha a qualquer hora do dia ou da noite para consultas como:
- Hellen, acho que a ritinha não é mais virgem. Você poderia conversar com ela?
(Agora diga se minha conversa vai reconstituir hímen?)
- Mana, tô achando que fui corno de novo. Como eu posso me proteger das doenças sexualmente transmissíveis?
(Corno e manso! Vai comprar remédio pro Ricardão, peste!)
- Hellen, minha secretária disse que tá com um fruviado na tampa do farinheiro. O que é isso?
(Coceira no furico? Capaz de ser verme!)
- Prima, o médico disse que tô com escabiose... e vejo meus testículos rosados. Isso é o que?
(Sarna no ovo, meu filho... Coce não, que piora!)
Enfim, vou começar falando do meu assunto favorito: CHIFRE. Sou chifrófoba e não nego e acho que a cornopatologia tá no sangue, é um gene maldito que a gente, por mais que tente modificar, sempre fica desconfiança de que tem gato na tuba, tem cerca pulada, tem peso no quengo. Às vezes eu acho que tá todo mundo olhando pra mim, empinando o beiço. Tenho medo até de passar em detector de metal, pois acho que aquilo denuncia chifre. O troço vive apitando comigo. É um pi-pi-pi pra cá, um pi-pi-pi pra lá...
Nossa cornofilia é hereditária sim. Tudo começou com meu pai, que foi abandonado por minha mãe sabe-se lá por que. Ela vivia fora de casa e até hoje o que seu sei é que a ninfa fugiu em desabalada carreira tomando rumo ignorado, deixando o meu pai com uma fama lamentável. Dois anos depois, ela voltou e ele, cândido, aceitou-a complacentemente. Até hoje não entendo por que sou branca e meu irmão é moreno escuro, se meus pais são brancos de olhos verdes. Depois que tive aula de dominante e recessivo, fiz descobertas solitárias sem dizer a ninguém. Também tenho uma irmã ruiva e meu pai até hoje não sabe explicar esse fenômeno.
Lá em casa, quem não faz leva. Quem não é corno, corneia. Por isso, minhas duas irmãs, de 50 e 45, Heloísa e Helga, respectivamente, não são o que se pode chamar de “moças recatadas”. Pense numa dupla pra ter fogo no rabo... Na verdade, elas não são fogosas não! Os maridos é que deram pra corno!
- Hellen, acho que a ritinha não é mais virgem. Você poderia conversar com ela?
(Agora diga se minha conversa vai reconstituir hímen?)
- Mana, tô achando que fui corno de novo. Como eu posso me proteger das doenças sexualmente transmissíveis?
(Corno e manso! Vai comprar remédio pro Ricardão, peste!)
- Hellen, minha secretária disse que tá com um fruviado na tampa do farinheiro. O que é isso?
(Coceira no furico? Capaz de ser verme!)
- Prima, o médico disse que tô com escabiose... e vejo meus testículos rosados. Isso é o que?
(Sarna no ovo, meu filho... Coce não, que piora!)
Enfim, vou começar falando do meu assunto favorito: CHIFRE. Sou chifrófoba e não nego e acho que a cornopatologia tá no sangue, é um gene maldito que a gente, por mais que tente modificar, sempre fica desconfiança de que tem gato na tuba, tem cerca pulada, tem peso no quengo. Às vezes eu acho que tá todo mundo olhando pra mim, empinando o beiço. Tenho medo até de passar em detector de metal, pois acho que aquilo denuncia chifre. O troço vive apitando comigo. É um pi-pi-pi pra cá, um pi-pi-pi pra lá...
Nossa cornofilia é hereditária sim. Tudo começou com meu pai, que foi abandonado por minha mãe sabe-se lá por que. Ela vivia fora de casa e até hoje o que seu sei é que a ninfa fugiu em desabalada carreira tomando rumo ignorado, deixando o meu pai com uma fama lamentável. Dois anos depois, ela voltou e ele, cândido, aceitou-a complacentemente. Até hoje não entendo por que sou branca e meu irmão é moreno escuro, se meus pais são brancos de olhos verdes. Depois que tive aula de dominante e recessivo, fiz descobertas solitárias sem dizer a ninguém. Também tenho uma irmã ruiva e meu pai até hoje não sabe explicar esse fenômeno.
Lá em casa, quem não faz leva. Quem não é corno, corneia. Por isso, minhas duas irmãs, de 50 e 45, Heloísa e Helga, respectivamente, não são o que se pode chamar de “moças recatadas”. Pense numa dupla pra ter fogo no rabo... Na verdade, elas não são fogosas não! Os maridos é que deram pra corno!
COISADA
Ando meio coisada depois de Cid Ney. Eu realmente achei que podia namorá-lo. Depois de Ludo, ninguém tinha mexido assim nesse meu coração viajante. Não é que eu seja volúvel, mas é que não posso mais me permitir sofrimento. Resolvi adotar como lema: “IR ATRÁS DO PLANO B PRA ESQUECER O A ENQUANTO C NÃO VEM”. Pior é que, depois da lei seca (que acho justíssima) nem "beber o defunto" a gente pode mais... Vamos em frente!
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